domingo, janeiro 13, 2013

"Aventuras de Pi" mostra visão alternativa do Sagrado

Indicado ao Oscar de Melhor Filme, “As Aventuras de Pi” (Life of Pi, 2012) surpreende ao nos oferecer uma visão alternativa sobre a experiência do Sagrado, bem diferente de filmes como “Cloud Atlas” e todos os clichês new age sobre sinfonias e harmonias cósmicas: uma experiência baseada no simultâneo fascínio e  terror ao descobrir que o universo nada mais é do que o resultado de sucessivas camadas interpretativas, relatos de diversas religiões que o protagonista busca por toda vida. Lá fora estão apenas os espelhos e o vazio – no filme representados pelo mar, o céu e um tigre, companheiros de jornada de Pi - que refletem de volta os signos que criamos na esperança de dar um sentido ou propósito a um cosmos hostil e violento.

Vamos comparar duas cenas: Certa vez perguntaram para o pensador expoente da chamada Escola de Frankfurt, Theodor Adorno, qual era o sentido da vida. “Se a vida tivesse sentido não estaria fazendo essa pergunta”, disparou Adorno.

Corta para uma das sequências iniciais do filme “A Vida de Pi” onde o protagonista leva um pedaço de carne para o tigre-de-bengala Richard Parker preso em uma jaula no zoo da família. Ele acredita que o tigre possui uma alma e que virá docilmente comer a carne em suas mãos. Quando o tigre já está ameaçadoramente próximo, seu pai o arranca de frente de jaula e diz enfurecido: “Acha que esse tigre é um amigo? Ele é um animal, não um boneco!”. “Animais têm alma, eu vi nos olhos dele”, responde Pi chorando. “Animais não pensam como nós... Quando olha nos olhos dele você vê suas emoções refletindo de volta, nada mais!”, dispara o pai.

Se para Adorno a pergunta feita a ele já reflete uma desconfiança de que a vida não tenha mesmo sentido algum, em “As Aventuras de Pi” o universo nada mais é do que um espelho que reflete nossos desejos e anseios de que tudo tenha algum propósito por existir. Reflexo é a palavra chave de compreensão das quase duas horas de filme e seus principais personagens são o tigre, o mar e o céu: todos são ao mesmo tempo refletidos e reflexos em imagens belíssimas, mas também de desencanto para Pi – o sentido que ele tanto procura parece estar nele mesmo, refletido no universo que o rodeia. Pi não vê o mundo, mas um signo arbitrário do mundo construído por ele mesmo para criar um sentido. E o mundo responde com eventos arbitrários como a morte, tormentas e violência.


O filme inicia com a explicação para a escolha do estranho nome do protagonista, igualmente um evento arbitrário: seu tio e melhor amigo do seu pai, um exímio nadador, considerava a piscina pública de Paris como a melhor do mundo pela pureza da água. Se quisessem que o filho tivesse uma alma limpa deveria, portanto, se chamar “Piscina Monitor”, o nome da piscina parisiense.

O longa é baseado no livro escrito em 2001 por Yann Martel, uma narrativa parte fantasia e outra parte o relato de luta pela sobrevivência onde procura discutir o lugar do homem na Natureza e diante de Deus. Pi aos 40 anos é entrevistado por um jornalista sobre a história que mudou a sua vida: ser o único sobrevivente de um naufrágio e a sua luta pela sobrevivência. A trama, toda em forma de flashback pelo protagonista, criará uma situação metalinguística interessante: em qual versão da história devemos acreditar? De Pi, do jornalista que transcreverá a história ou do autor do livro que supostamente teria se baseado na entrevista do jornalista?

Pi é filho de um dono de zoológico, vegetariano e muito religioso. Na sua busca pelo sentido da existência acaba misturando hinduísmo, islamismo e cristianismo. Irônico, seu pai comenta: “pelo menos no cristianismo você carrega a culpa de apenas um Deus...”.

Mas quando Pi começa a se encontrar na vida e conhece um grande amor, seu pai decide recomeçar a vida no Canadá para onde levará a família e os animais do zoo que serão vendidos. Mas, no meio da viagem em pleno Oceano Pacífico, uma tormenta afunda o navio matando sua família. Ficam vivos Pi, um orogotango, uma zebra, uma hiena e o ameaçador tigre-de-bengala, todos em um barco salva-vidas.

Começa então a sua luta pela sobrevivência, uma jornada que colocará Pi diante da violência de seus novos companheiros (a pequena embarcação cria uma pequena amostra da cadeia alimentar terrestre), a necessidade de abandonar o vegetarianismo para se alimentar de peixes e as sucessivas provações que abalam sua relação com Deus.

O mar, o céu e o tigre


O detalhismo do diretor Ang Lee e a primorosa fotografia criam situações ao mesmo tempo belas e poéticas dentro do terror das tempestades oceânicas, a escuridão e o onipresente olhar feroz do tigre Richard Parker. A luta de Pi será manter o tigre alimentado e sob controle.

Ao contrário do filme “A Viagem” (Cloud Atlas, 2012 já analisado pelo blog – veja links abaixo) que busca a experiência do sagrado como uma percepção intuitiva do Todo onde nada mais resta ao homem do que se libertar da sua ignorância para ter a capacidade de perceber a harmonia da sinfonia do Universo, “As Aventuras de Pi” vai por outro caminho muito próximo da experiência da gnose: a experiência do Sagrado reside dentro de nós mesmos.

Como dizíamos “reflexo” é a palavra-chave da narrativa: as belíssimas cenas onde o mar e o céu se refletem mutuamente até se fundirem (seja na calmaria ou nas tempestades) e a recorrência dos momentos em que Pi e o tigre ficam frente a frente se encarando. O universo parece ser uma sequência de reflexos onde o homem está no centro de tudo: tudo o que ele pode observar é o reflexo do seu universo interior na natureza.

Por isso a experiência do Sagrado de Pi é um misto de maravilhamento e espanto, fascínio e terror: maravilhamento e fascínio pela grandiosidade do caos e violência em que está metido e espanto e terror ao descobrir que, na verdade, tudo é arbitrário e sem sentido: a suposta existência da alma do tigre na verdade se resume a sucessivas técnicas de condicionamento que mantém Pi sob o controle da situação e longe das garras do animal. Não há comunicação ou harmonia, apenas submissão e subjulgação de uma cadeia alimentar onde o homem se encontra no topo graças à Razão – representada no filme pelo manual do kit de sobrevivência do bote salva-vidas.

O Sagrado como “experiência numinosa”


Esse tema faz lembrar o conceito do Sagrado como “experiência numinosa” tal qual descrita por Rudolf Otto no seu livro “A Ideia do Sagrado” de 1917: o numen é caracterizado como um mysterium tremendum et fascinans - onde o mysterium representaria o das ganze Andere (o totalmente outro), o qualitativamente diferente, que apresenta dois conteúdos: o tremendum, elemento repulsivo, que causa medo ou terror, e o fascinans, o que atrai, fascina.

É claro que estamos recorrendo aqui à noção de numinoso e Sagrado não no sentido religioso de uma experiência mediada por um sistema simbólico de uma determinada religião, mas no sentido de um sentimento ou consideração que provém da base arquetípica da psique, o “sentimento avassalador da totalidade da alma.”

A jornada de Pi no oceano mostrará que a experiência do Sagrado está além das religiões institucionalizadas, mas na descoberta do terror do vazio do mar sem fim, como um espelho infinito que reflete as tentativas de atribuir algum sentido místico para algo hostil e imprevisível.

Esse tema lembra o estranho oceano do planeta do filme “Solaris” do russo Andrey Tarkovsky capaz de materializar as memórias e sonhos dos humanos, lembrando a famosa frase de Nietzsche que, quanto mais é encarado, mais profundamente se vê o interior de quem encara.

Metalinguagem


Outra grande virtude de “As Aventuras de Pi” é a ironia metalinguística que reforça a mensagem central do filme: criamos um signo do mundo que, depois, nos envia de volta um reflexo desse signo. E chamamos isso de “Deus”, “sentido” ou “propósito”. O protagonista terá que criar uma segunda versão da sua história, menos fantástica para a companhia de navegação explicar o naufrágio. Por sua vez o repórter terá outra versão que, supostamente, resultará no livro que será a base do filme que acabamos de assistir.

Essa verdadeira espiral metalinguística que está nas entrelinhas do filme reforça o espanto da descoberta na jornada sagrada de Pi: o universo nada mais é do que sucessivas camadas interpretativas, relatos de diversas religiões que ele buscou por toda vida. No final, a experiência do Sagrado esconde-se nele mesmo em múltiplos espelhos que se refletem, assim como o céu, o mar e o olhar do tigre Richard Parker.

Ficha Técnica

  • Título: As Aventuras de Pi (The Life of Pi)
  • Diretor: Ang Lee
  • Roteiro: David Magee baseado no livro de Yann Martel
  • Elenco: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Rafe Spall, Gérard Depardieu, Tabu
  • Produção: Fox 2000 Pictures, Haishang Films
  • Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
  • Ano: 2012
  • País: EUA, China, Taiwan



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34 comentários:

  1. Preciosa essa análise do filme. Faltou apenas uma referência ao livro do Moacyr Scliar (Max e os Felinos), livro em que o autor canadense se "inspirou" para criar Life of Pi. (conforme prefácio no livro, do próprio autor Yann Martel) . Esse assunto foi debatido aqui: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/moacyr-scliar-e-a-polemica-de-l...

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  2. - o padre oferece água a Pi e diz "Você deve estar sedento". Em inglês, isso é igual a "Você deve ser sedento". Sedento (thirsty) era o nome do tigre, antes de ser incorretamente registrado como Richard Parker. Assim, o padre dá a dica: Pi É o tigre.

    - quando chega na praia, o tigre volta para a floresta (para o subconsciente), de onde saiu no momento de desespero de Pi. Segundo Pi, "a fome dá ao homem uma força que ele não sabe que tem".

    - há uma referência religiosa também no nome do navio (TzimTzum) vejam em http://pt.wikipedia.org/wiki/Tzimtzum

    e eu acrescentaria:

    - a ilha carnívora é uma referência a comer carne (ratos? ou mesmo um possível canibalismo?) em um ato que teria sido cometido por Pi para sobreviver. Enquanto Pi (o consciente) continuava fiel ao seu vegetarianismo comendo as algas e raízes da ilha fantasma, o tigre dentro dele (o subconsciente) comia os suricatos (a carne) da ilha. Ao final, Pi descobre que as árvores da ilha são carnívoras, quando a visão de um dente humano lhe devolve a humanidade. E decide que permanecer na ilha iria matar o que lhe restava de sua humanidade. Seria melhor morrer no mar, de sede e fome, a deixar de ser humano.

    - Pi e o tigre vêem o infinito no oceano quando observam juntos o fundo do mar, sem esperança. É quase uma referência a Sidarta (de Hesse), já que enquanto em Pi o subconsciente e o consciente juntos conseguem a transcendência ao se unir na observação do Oceano. Ao atravessar o Oceano, o tigre volta para a floresta. Enquanto isso, em Hesse, Sidarta e o barqueiro encontram a transcendência ouvindo o Rio (a Vida). Ao decidir que Sidarta já pode seguir sua jornada só, também o barqueiro se vai, e entra na floresta.

    Saulo

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  3. Pi, o alcunha de Psicina Monitor, também é um número irracional 3,141.. Irracional também é como o pai acusa o fio por acreditar em Deus. E como a sociedade moderna acusa os que creêm.

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  4. O irracional na matemática não é o mesmo da mente humana. Nada mais racional que o "crer", dado que é uma intencionalidade à busca de um sentido para a vida. Só homens criam Deus ou deuses. Pelo menos enquanto não descobrirmos outras espécies racionais no Universo. O que não está, penso eu, tão longe assim.

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  5. Obra-prima do cinema. Você sai do filme de Ang Lee completamente absorto nas idéias trabalhadas no belíssimo filme. Provavelmente o melhor filme do ano, de uma visceralidade que eu não via fazia tempo.

    Excelente e muito bem filmado. Ang Lee é outstanding.

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  6. Conheci o romance "A vida de Pi" há uns cinco anos, por indicação de uma amiga bióloga, e gostei muito. Lembro que li o último capítulo em voz alta para minha mulher - estávamos na cozinha do apartamento - e fiquei muito emocionado; difícil um livro me embargar daquele jeito. Assisti ao filme ontem na versão dublada, em 3D. A resenha do Wilson é excelente, vai direto aos pontos que também entendi como fundamentais na história: a questão dos mistérios da vida (neste sentido, é lamentável que tenham traduzido "The Life of Pi" como "As Aventuras de Pi") e esta espécie de "compreensão desejosa" que temos daquilo que não conseguimos racionalizar, daquilo que é o reflexo espelhado de nosso próprio interior. Do que me recordo no livro, não havia tanta religiosidade assim como no filme, mas o reforço neste aspecto não tira a beleza da versão cinematográfica.

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  7. O título em português parece ter sido uma das poucas infelicidades. O filme não trata de uma aventura e sim de um relato sobre a vida de Pi. O título original é bem mais preciso.

    A história demonstra que não existe uma verdade e sim várias verdades, e que a escolha da nossa "realidade" parte de uma manipulação da razão sobre os fatos e que se utiliza da fé individual para formar o convencimento.

    Durante todo o filme as veraddes são questionadas, privilegiando a ideia de que a criatividade impulsiona a vida através da razão e da fé.

    São duas histórias diferentes contadas sobre uma mesma experiência, cuja verdade fica a cargo dos sentimentos razão/fé de quem passou pela vivência e por quem a ouviu. Uma pena que a segunda história seja muito curta e contada apenas na parte final do filme, o que pode levar a uma "preferência" pela primeira.

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  8. A primeira história foi a que foi oficialmente registrada no relatório dos japoneses sobre o caso.

    O que eu até agora me pergunto é se cacho de banana flutua rsrs.

    Parece que banana flutua na água: http://miudoscuriosos.blogspot.com.br/2012/01/flutua-ou-nao-flutua.html

    Mas densidade da água do mar é maior do que a da água pura, logo, a lista de objetos que flutuam no mar é maior do que a lista dos que flutuam na água pura. Não é improvável que o cacho de banana flutue no mar.

    Um dos pontos controversos sobre a credibilidade da primeira versão foi a discussão sobre a flutuabilidade da banana na água do mar hehe.

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  9. Filme baseado em um livro reconhecidamente inspirado em outro livro, Max e os Felinos, do grande escritor brasileiro Moacyr Scliar (Também médico, judeu e gaúcho).

    Retirado da Wikipedia.

    Inspiration


    In a 2002 interview with PBS, Martel revealed his inspiration for his novel, "I was sort of looking for a story, not only with a small 's' but sort of with a capital 'S' – something that would direct my life."[11] He spoke of being lonely and needing direction in his life. The novel became that direction and purpose for his life.[12]

    Martel also stated that his inspiration for the book's premise came from reading a book review of Brazilian author Moacyr Scliar's 1981 novella Max and the Cats, about a Jewish-German refugee who crossed the Atlantic Ocean while sharing his boat with a jaguar.[13][14] Scliar said that he was perplexed that Martel "used the idea without consulting or even informing me," and indicated that he was reviewing the situation before deciding whether to take any action in response.[15][16] After talking with Martel, Scliar elected not to pursue the matter.[17] A dedication to Scliar "for the spark of life" appears in the author's note of Life of Pi.

    Literary reviews have described the similarities between Life of Pi and Max and the Cats as superficial. Reviewer Peter Yan wrote, "Reading the two books side-by-side, one realizes how inadequate bald plot summaries are in conveying the unique imaginative impact of each book,"[18] and noted that Martel's distinctive narrative structure is not found in Scliar's novella. The themes of the books are also dissimilar, with Max and the Cats being an allegory for Nazism.[19] In Life of Pi, 211 of 354 pages are devoted to Pi's experience in the lifeboat, compared to Max and the Cats, in which 17 of its 99 pages depict time spent in a lifeboat.[19]

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  10. Filme maravilhoso e imperdível o que é raridade hoje em dia! Necessariamente irá constar na minha coleção! Espero que não ganhe 'oscar' nenhum, uma obra de arte desse calibre não merece aquele jabá vagabundo!

    Todos nos, assim como 'Piscine Molitor Patel', temos que ter um tigre ameaçando nos devorar no meio do pacifico para permanentemente seguirmos em frente. A inercia, o ócio, o descaso, a indiferença leva a morte em vida!

    O título traduzido como sempre é um desastre.

    Dica: De preferencia a versão legendada!

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  11. Boa análise formal e formalista. Mas a pergunta continua, de onde vem a consciencia de tudo isto, será de nós? Se assim como vemos e temos consciencia uniforme? Se nós produzimos consciencia o mundo seria uma experiencia esquizóide. Este tópico foi abordado pela pergunta básica do filme, qual história devemos acreditar das duas contadas por Pi, a que a seguradora (o porto seguro) e todas as suas variações semanticas que nos fixam a uma realidade dura e hostil ou a história do espírito. De qualquer modo assim como o número PI é uma inexatidão impossível no mundo racional, pois é um número irracional, dizima não periodica, há a inexatidão da lógica cartesiana aplicada ao darwinismo social e filosófico. E se todo este universo foi feito para nós? E quem o fez assim? Uma consciencia suprema seria uma tenue força dividida em sua totalidade. O filme mostra que da inexatidão surge a crença, e a descrença é uma crença também. Há uma inexatidão na análise, o pai de PI era um racionalista fisicista, e ele levou sua ARCA DE NOÉ racionalista pro fundo do mar, pois a civilização ainda não entendeu que somos naufragos e peregrinos neste mundo pois somos seres espirituais.

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  12. do meu ponto de vista, geralmente às voltas com a possibilidade ou não de três existências num só ciclo de vida, muito além de reencarnações e vidas passadas, talvez por ainda em três diferentes níveis de consciência a colher tudo ao redor, o sentido da vida que permeia o filme traz uma quase biblioteca...

    imperdível, mas não para o que de mim é suscetível de perder-se pela existência do tigre, para o espírito

    afinal de contas, o que é temporário e o que é instrumento de libertação, o corpo?

    como são poucos os conhecimentos que trazem alívio, que merda de mistério incapaz de nos limitar a envelhecer naturalmente...................

    jovens, afastem-se dessas coisas, vivam o que dá pra viver e foda-se o resto, dêem valor apenas às palavras vivas.........................................impossível o deslumbramento visual no horizonte para quem está caído

    não consigo, mas vou tentar entender o conhecimento que supera, mas que não traz alívio nem neutraliza o anterior

    ou então vou aceitar que estou ficando doido mesmo, será? tomara

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  13. Uma vez ouvi Chico Buarque dizer que os críticos conseguiam interpretar coisas nas suas música que nem passaram por sua cabeça quando estava compondo. OBS: Adoro ler críticas, gostei desta e achei o filme ótimo.

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  14. Tá todo mundo vendo sagrado onde só vi água e tigre. Ou seja, chatice do início ao fim, poderia tirar uma hora de mar e ficaria legalzinho.

    Não vi nada de sagrado, nem de visceral, nem de fé, nem p... nenhuma.

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  15. Não viu porque não tem cérebro para entender o que um filme realmente quer te dizer. Não se preocupe, é assim mesmo, tem gente que vem desprovida de raciocínio lógico mesmo!

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  16. Não assisti ao filme (ainda), mas vou levantar um questionamento acerca de duas afirmativas do texto.

    Na realidade, o número mencionado por João Alberto, acima (3,141...), relacionado ao personagem da história, por meio de seu nome (embora por "caminhos tortuosos"), acredito ter sido escolhido pelo autor propositadamente, por se tratar da proporção áurea, que estabelece uma relação significativa das partes com o todo. Portanto, a centralidade do personagem na trama, possivelmente denote, não o caos, a arbitrariedade nem a falta de sentido. Vejo-o com a chave para a introdução do Belo. Diferentemente, da beleza, o Belo nos toca, de maneira diversa. A Natureza como a vida, pode ser caótica e violenta, e, ao mesmo tempo harmônica e serena. Essa é a essência do Belo (e porque não dizer da Vida - o título original é A Vida de Pi). É tudo que nos toca, que nos remete à nossa dimensão humana. Contudo, não invalida, a observação de que o Sagrado resida dentro de nós, mas, a sua presença se encontra manifesta tanto, dentro, assim como fora, em interação. A arte de pacientes psiquiátricos, pode ser caótica, mas o Belo presente em seus elementos, provoca em nós sensações de identificação no que há de humano nelas/em nós. O espanto, o fascínio, o terror, o caos, a violência, provocam maravilhamento, não porque tudo é arbitrário e sem sentido, pelo contrário, porque tudo faz parte do todo, e, para nós, há sentido em tudo (e, quando "não tem", "inventamos", as religiões são a prova disso)

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  17. Perfeita análise! Assisti o filme ontem pela segunda vez e reparei que a ilha carnívora tem o formato de um homem deitado sobre o mar. O que me fez lembrar o texto do poeta inglês John Done, em que diz que "nenhum homem é uma ilha" e talvez por esse motivo que Pi não pode nela ficar. Ele dever seguir a sua jornada até conseguir voltar para o convívio social, pois o ser humano não vive sozinho, ele precisa, bem como foi dito no seu texto, se epelhar no outro para conseguir se compreender melhor.

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  18. Literary reviews have described the similarities between Life of Pi and Max and the Cats as superficial. Reviewer Peter Yan wrote, "Reading the two books side-by-side, one realizes how inadequate bald plot summaries are in conveying the unique imaginative impact of each book,"[18] and noted that Martel's distinctive narrative structure is not found in Scliar's novella. The themes of the books are also dissimilar, with Max and the Cats being an allegory for Nazism.[19] In Life of Pi, 211 of 354 pages are devoted to Pi's experience in the lifeboat, compared to Max and the Cats, in which 17 of its 99 pages depict time spent in a lifeboat.[19]

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  19. A versão com o cozinheiro é a verdadeira.A primeira é criação do PI para suportar os horrores do que viu e fez para sobreviver.PI e muitas pessoas são assim, necessitam de simbolismos religiosos para aceitar a dureza da vida.

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  20. elsonz14 de janeiro de 2013 06:25
    Boa análise formal e formalista. Mas a pergunta continua, de onde vem a consciencia de tudo isto, será de nós? Se assim como vemos e temos consciencia uniforme? Se nós produzimos consciencia o mundo seria uma experiencia esquizóide. Este tópico foi abordado pela pergunta básica do filme, qual história devemos acreditar das duas contadas por Pi, a que a seguradora (o porto seguro) e todas as suas variações semanticas que nos fixam a uma realidade dura e hostil ou a história do espírito. De qualquer modo assim como o número PI é uma inexatidão impossível no mundo racional, pois é um número irracional, dizima não periodica, há a inexatidão da lógica cartesiana aplicada ao darwinismo social e filosófico. E se todo este universo foi feito para nós? E quem o fez assim? Uma consciencia suprema seria uma tenue força dividida em sua totalidade. O filme mostra que da inexatidão surge a crença, e a descrença é uma crença também. Há uma inexatidão na análise, o pai de PI era um racionalista fisicista, e ele levou sua ARCA DE NOÉ racionalista pro fundo do mar, pois a civilização ainda não entendeu que somos naufragos e peregrinos neste mundo pois somos seres espirituais.

    O universo não é exato e sim bem mais próximo de números irracionais na suas leis, mas isso não justifica nenhum pensamento religioso, pois deuses são números inteiros por definição.O pai dele não afundou o navio, isso aconteceu por mero acaso, a vida é indiferente a "seres espirituais" como é para todo o resto.A consciência e todo o resto vem da natureza, pois existe em menor grau nos animais, mas tal qual eles, nós humanos(o cozinheiro) podemos ser cruéis e movidos por instinto.

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  21. Filme maravilhoso,uma grande obra de arte.

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  22. O filme é subjetivo e pode ser interpretado de várias maneiras:

    A história q Pi conta no final dos sobreviventes pode ter sido real e q matou um homem. E a versão figurativa é a do ego representado pelo tigre q contem tb a culpa. A ilha dos suricatos representa os mecanismos de defesa q aparentemente parecem seguros mas te matam as poucos. O tigre(ego) em perigo real de morte se volta no aqui/agora onde se dissolve, refletido na tempestade em como o tigre se anula e o Ser(Pi) enfrenta o perigo. E no final Pi chora pela partida do tigre(morte do ego) pois acaba sua identificação com ele.

    Vou fazer uma resenha retratando uma visão egóica q tb se encaixa perfeitamente com o filme assim como essa em relaçao ao sagrado.

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  23. Por favor Naldo, envie sua resenha para o blog. Poderemos publicá-la. e-mail: wvferreira@terra.com.br

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  24. Olá. Recentemente fiz um comentário sobre o texto de "Truman Show", escrito por Wilson. Não assisti o filme em questão (Aventuras de Pi), mas gostaria de acrescentar algo. Provavelmente o filme deve ter alguma base sobre a filosofia budista, o que exclui o seguinte comentário:

    "É claro que estamos recorrendo aqui à noção de numinoso e Sagrado não no sentido religioso de uma experiência mediada por um sistema simbólico"

    Eu não sou um homem religioso no sentido tradicional da palavra, mas creio que religião tem um significado muito mais profundo. Sidarta Gautama, por exemplo, questionava a existência de uma Ego entidade e se era possível ir além. Esse "além" é o que se denomina de "iluminação", e não se trata de uma mera doutrina ou ideologia para se adquirir ou pregar.

    Questiono se é possível experimentar o "Sagrado" e se é que existe tal coisa. O motivo é bem simples: toda experiência é limitada. Para que haja uma experiência é necessário passar por ela, para identificá-la como tal.. É impossível experimentar algo constantemente, correto?

    Se refletirmos sobre esse fato, verificaremos que toda a experiência torna-se conhecimento acumulado. Esse conhecimento acumulado, certamente, é a origem de nossa consciência e Ego. Afinal, quem somos nós se não há nenhum conhecimento pretérito do qual nos identificamos e criamos nossas raízes? Dessa forma, é possível concluir que conhecimento e experiência andam lado a lado, ou seja, não são duas coisas divorciadas.

    Pois bem, se todo o conhecimento é limitado, então nossas experiências também são limitadas. Tal afirmação é lógica e racional. Se há algo "sagrado", tal coisa não pode ser experimentada, pois se assim fosse, o “Sagrado” se tornaria mero conhecimento acumulado, isto é, memória... Ou em outras palavras, a mera acumulação de informações passadas.

    A identificação, como Naldo falou acima, se referindo sobre a morte do Tigre, nada mais é do que o nosso conhecimento acumulado. Quando me identifico com algo, seja uma religião, nação, ou qualquer outra ideologia, nisso há conhecimento envolvido. Quando digo que sou católico ou comunista, há, certamente, conhecimento, pois nenhuma palavra é vazia por si só.

    Se não há identificação, qual a qualidade dessa mente? Identificação, inclusive, com o próprio passado, que também é experiência e conhecimento. Se não há identificação, não há ego e, assim, não há experiência diferente do experimentador. Isto é, o experimentador é a experiência, é o conhecimento. Todo o conhecimento, fruto da experiência, reside no passado. Cultura, por exemplo, é a acumulação de conhecimento que é transmitido por gerações. Nisso resulta nossa identificação, sem a qual, temos medo de perder, orginando-se, assim, apego e medo. As bases de nossa sociedade é medo e prazer, recompensa e punição. Ir além disso, se é que é possível, é ir além do conhecimento, do passado. O presente, realmente, é algo atemporal. Talvez aí resido o “Sagrado”, algo que é Eterno. A morte do ego é isso!

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  25. Saulo falou algo interessante vi o filme ontem e não consegui entder o que era a ilha na segunda historia o que eu entendi no final é que é irracional crer em Deus mais nós humanos preferimos fabulas a enfrentar a realidade como os japoneses que preferiram a 1 estoria a enfrentar a historia verdadeira todos preferimos a 1estoria mesmo sabendo não ser a real quantas interpretações diferentes tivemos aqui

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  26. eu não gostei do filme,eu só vi o filme porque eu vi um vídeo e pela narrativa do filme que eu vi nesse vídeo,eu resolvi ver,o filme deixa muitos espaços em branco que não é explicado,eu também não gostei da parte que ele conta a história verdadeira,não aparece ele como aparece quando ele conta a história,o cara do filme é um vegetariano hipocrita que não come carne,mas se alimenta de carne humana e animal,eu acho que quem fez o filme deveria explorar mais tempo na ilha e parar de focar só no mar e aquelas alucinações que ele vê no filme são muito ruim

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  27. Pi é o Tigre....a analogia é claro entre os animais a bordo do bote com os sobreviventes (cozinheiro, mãe, etc)....
    No fim, quando o Tigre não quis olhar pra trás para se despedir, na verdade é Pi deixando a sua HISTÓRIA - não querendo reenfrentá-la nunca mais...
    Porém....qual seria a melhor ESTÓRIA ou menos penosa a ser contata para as pessoas ?

    Luis

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  28. Na verdade o filme fala uma coisa totalmente diferente disso tudo.
    Nós Preferimos acreditar em coisas " normais " do que em coisas " impossiveis ".

    É mais facil pensar que ele matou, foi canibal e mais um monte de coisa, do que pensar que ele realmente atravessou o oceano junto a um tigre...

    O inexplicavel é uma coisa dificil para a maioria das pessoas.

    Só passando por determinadas cituações pra se ter uma ideia.....

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  29. Não sei se alguém notou, mas no final do filme, o jornal dizia que ele havia ficado 227 dias no mar. A formulação clássica para o valor de "Pi", calculada por Arquimedes era uma fração de 22/7, fazendo a conta dá 3,142... Pode ser coincidência, mas mesmo assim é interessante. O "pi" matemático traz mais informações do que parece, e acredito que as implicações dele para o filme também o são. O "pi" é um número irracional e "transcendente", irracional porque se estende infinitamente sem atingir um padrão, e transcendente porque não pode ser alcançado em sua totalidade, apenas por aproximação. O pi é a proporção do diâmetro em relação ao perímetro. O diâmetro é a extensão máxima de uma reta dentro de um círculo e neste caso ela deve passar pelo centro. O perímetro é o que marca o limite de toda circunferência, e consequentemente, do diâmetro, assim, para qualquer direção que for traçada uma reta a partir do centro, ela terminará na extremidade e terá o mesmo tamanho, isto é o raio, se o raio for traçado na direção oposta terá as mesmas limitações. Logo tudo que é feito dentro do circulo é limitado por ele, a única coisa que transcende isto é quando se tenta alcançar a sua totalidade, porque para isto terá que fazer uso do "pí", sempre aproximado, ou seja, para calcular a área de uma circunferência é πr², o resultado sempre será aproximado. Fazendo um paralelo com o filme, tudo que acontece dentro do circulo é a razão, e ela sempre é limitada ao mundo sensível, isto é, o mundo limitado pelos sentidos. “Pi” é o divino, é ilimitado e transcendente, vai além da razão, explica o que esta não pode explicar. Toda vez que se tenta entender o mundo nos deparamos com o infinito. Cada vez se compreende um pouquinho mais da realidade, mas a razão sempre encontra o seu limite. O caos, o acaso, pode até ser a explicação para tudo, mas do mesmo modo termina no infinito e incompreensível. PI é o personagem central nas duas histórias contadas, então a experiência do divino acontece a partir de si mesmo, mas ao mesmo tempo à sua volta. Ele não cria as imagens ou ideias do divino, ele se depara com elas, dentro dele mesmo e à sua volta, e faz as suas próprias leituras. O mar, o céu e o tigre, não foram criados por ele, ainda que esta história fosse da sua imaginação, estas figuras existem fora dele. Em situação como a filme, algumas pessoas podem achar que o acaso fez com que sobrevivesse, outras acreditará que foi o divino, mas diferença básica entre a duas será a razão, mas como disse, a razão não dá conta de tudo, e o acaso (preferível pela razão em lugar das ideias religiosas) continua sendo infinito e incompreensível, então tudo se resume a uma questão de crença e escolha, escolher em que acreditar. No parte da ilha o personagem diz que Deus lhe deu um descanso e mostrou que ele precisaria seguir em frente. Os racionalistas diriam que por acaso encontraram uma ilha, e por acaso algum homem esteve nela, não se sabe quanto tempo antes, deixando de resto um dente que serviria para alerta-los sobre a ilha. Qualquer que for a história adotada implicará numa série de coisas incalculáveis e não explicará totalmente o que se quer entender, sempre haverá o infinito, e a ele alguns costumam chamar de Deus.

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  30. Assisti ao filme. Inicialmente, para mim, é um filme que relata uma experiência de fé. A questão não é se a historia a ou b é verdadeira. Evidente que existe apenas uma versão verdadeira que é a real, onde pessoas são colocadas no barco para poderem sobreviver. Não existe possibilidade de num naufrágio pessoas ficarem naufragadas e animais serem salvos.As normas de sobrevivencia devem regular isso. Segundo, entendi que todas as provações passadas não anularam a fé que apenas PI revelou ter cultivado, mesmo não sabendo ao certo em que versão religiosa acreditar ele acredtava num ser superior capaz de salva lo. Os sacrificios das pessoas queridas durante as provações no barco (na historia real)deram significado a crença do sacrificio de Jesus pela humanidade. O tigre so aparecia quando havia necessidade de disputa pela comida. E foi embora quando não havia mais essa necessidade. A rfelexão chave para mim é: como somos apresentados a Deus e como o apresentamos? A fé pode nos fazer ver maravilhas mesmo num contexto adverso , cruel. Este é o sentido da vida: viver. E podemos fazer as pessoas viverem melhor se entendermos que o real e o abstrato existem. Um na realidade vivida e o outro na realidade buscada. Queremos o real num contexto ideal.

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  31. Acrescentando a fala anterior não podemos deixar de fazer referencia a escolha de todas as provações num barco, na água, exatamente onde Cristo acalmou a tempestade para mostrar aos apostolos o poder da fé. Não havia melhor lugar para por a prova o amor de Deus pelo homem.

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  32. A cena final em que o Tigre vê ele sorrindo antes de ir para a floresta, representa o que?

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  33. Excelentes interpretações, mas gostaria de pontuar algumas coisas que percebi além do que já foi escrito:
    - No momento da tempestade Pi tenta mostrar ao tigre a existência de Deus, porém ele nega-se a observar, inicialmente escondendo-se embaixo da lona e depois não olhando, apenas sendo jogado pelas águas desesperado por sua vida. Enquanto Pi está destemido contra a tempestade, o Tigre fica inerte frente ao perigo.
    - Outro ponto interessante ocorre quando Pi, acreditando em sua morte iminente, fica feliz por poder reencontrar sua família após a morte, e coloca o tigre sobre seu colo. O tigre se encontra descrente e sem esperança.
    Interpreto essa passagem, como demonstrando o reflexo entre Pi e o Tigre. Frisou-se em muitos momentos a dependência de Pi com o Tigre para sua sobrevivência, mas o Tigre também dependia de Pi. Nos momentos mais difíceis Pi conseguia energia para seguir em frente, enquanto o Tigre caía na desesperança.
    Mostra as duas faces da medalha: enquanto Pi dependia do Tigre para sua sobrevivência nos momentos difíceis, por este simbolizar aquilo que é terreno e o apego à vida, independentemente de moralismos e da religião, chega certo momento que o Tigre (face descrente de Pi) fica inerte e desesperançoso, quando Pi por sua crença no Divino ainda consegue angariar forças para seguir em frente.

    Não li o livro, mas certamente o filme demonstrou a ironia do ser humano, que possui dualidades contraditórias em todos os pontos de sua personalidade e de sua vivência. O bem e o mal, o divino e o terreno (profano), etc. E a dependência entre um e o outro para a sobrevivência mútua.

    Além da interpretação utilitarista da religião, que seria uma forma de o ser humano esconder-se do desespero da morte e do mal intrínseco, poderia-se fazer uma interpretação também que em certas ocasiões o ser humano não acreditar no Divino assim como as pessoas procuram não acreditar na estória dos animais, porque parece menos palpável e menos passível demonstração no mundo terreno, porém possível no mundo do Sagrado. Seria como o divino, que não pode ser visto, tocado, escutado ou sentido (do ponto de vista corporal), mas que abstratamente seria possível, no plano das ideias.

    Att,
    F.A.R.

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  34. Gostei muito das interpretações que li nos comentários, mas acho que nenhuma traduz a moral absoluta do filme. No começo do filme é dito que deus é um ser tão perfeito que não somos capazes de entender sua vontade ou o seu plano. O autor faz uma comparação entre nós, homens, e deus e Pi e o Tigre, como nós não podemos entender a vontade de Deus assim como o tigre não consegue entender que Pi quer apenas ajudá-lo. Com isso é possível entender o final do filme, sendo que há coisas que Deus faz por nós que nós não somos capazes de entender e no final apenas continuamos sem nem agradecer. A parte em que ele começa a domar o tigre também há simbologia, sendo que essa é a única forma do tigre aprender, seria como os Dogmas que temos que acreditar porque não somos capazes de entender completamente o motivo da sua existência.

    vmendesdacosta@yahoo.com.br

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